Pelo menos três sacerdotes nigerianos permanecem em poder dos sequestradores. Além do padre Nathaniel Asuwaye, também o padre Joseph Igweagu, da Diocese de Aguleri, Estado de Anambra: sequestrado em 12 de outubro de 2022 e padre Emmanuel Ezema, da Diocese de Zaria, no estado de Kaduna, sequestrado em 2 de dezembro de 2025.
Um catequista, sua esposa grávida e outras 30 pessoas foram sequestradas em Kadarko, na área do governo local de Kagarko, no Estado de Kaduna (centro-norte da Nigéria). O catequista exerce sua missão na Paróquia São José. O sequestro em massa ocorreu por volta das 2h da manhã do dia 10 de fevereiro, quando um grupo de bandidos armados invadiu duas áreas adjacentes ao povoado. O pároco da Igreja de São José, Pe. Linus Matthew Bobai, declarou à emissora local Arise TV que "antes do ataque, os bandidos ligaram para um dos meus paroquianos e exigiram 10 milhões de nairas (6.211,95 euros), ameaçando sequestrá-lo caso não pagasse". Segundo o sacerdote, os atacantes sequestraram 16 pessoas em Kutaho, incluindo o catequista, sua esposa grávida e o filho do casal, e outras 16 pessoas em Kugir, totalizando 32 pessoas. O padre Bobai disse que os bandidos inicialmente sequestraram 20 moradores de Kutaho, antes de libertar os idosos e aqueles com problemas de saúde. Os bandidos então invadiram a missão de Kugir e sequestraram vários moradores, incluindo várias crianças. Algumas das pessoas sequestradas, no entanto, conseguiram escapar. De acordo com o sacerdote, o lídere do povoado foi atacado com um facão, mas sobreviveu aos golpes. O sacerdote diz que a situação em Kadarko permanece muito tensa e que os habitantes estão fugindo porque não se sentem protegidos pelas autoridades. "Inicialmente, após o incidente, alguns soldados chegaram do povoado vizinho. Depois de chegarem, eles andaram por alguns minutos. Nós os vimos, eles foram embora e foi isso", disse ele. "Estamos em desvantagem. A comunidade está sob tensão. E mais de 98% dos moradores foram para um povoado vizinho, onde passaram a noite de ontem e hoje", acrescentou o padre Bobai. Apesar da ameaça de novos ataques, alguns moradores, especialmente pastores, optaram por ficar e apoiar a comunidade. "Alguns de nós temos medo, mas não podemos fugir porque somos pastores. E encorajamos os outros a ficarem, a cuidarem da comunidade e a confiarem na fidelidade de Deus", concluiu o padre Bobai. Na última semana, ocorreram pelo menos dois outros sequestros em massa de fiéis católicos. O primeiro aconteceu em 6 de fevereiro na missão de São João da Cruz em Ojije - Utonkon, pertencente à Paróquia de São Paulo, na área do governo local de Ado, onde 9 fiéis católicos foram sequestrados (ver Fides 10/2/2026). O segundo, também no Estado de Kaduna, data de 7 de fevereiro, quando três pessoas foram mortas e 11 sequestradas no ataque à Igreja paroquial da Santíssima Trindade em Karku, na área do governo local de Kauru, no Estado de Kaduna. Entre os sequestrados está o pároco, Pe. Nathaniel Asuwaye. Digno de nota que pelo menos três sacerdotes nigerianos permanecem em poder dos sequestradores. Além do padre Nathaniel Asuwaye, também o padre Joseph Igweagu, da Diocese de Aguleri, Estado de Anambra: sequestrado em 12 de outubro de 2022 e padre Emmanuel Ezema, da Diocese de Zaria, no estado de Kaduna, sequestrado em 2 de dezembro de 2025. *Agência Fides