Ser santos antes de ser missionários - São Giuseppe Allamano - Vatican News via Acervo Católico

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Ser santos antes de ser missionários - São Giuseppe Allamano - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Os Missionários e Missionárias da Consolata aproveitaram do centenário do “nascimento ao Céu” do seu fundador, São Giuseppe Allamano para refletir e dar a conhecer ulteriormente a visão missionária do santo. Foram três os eventos, entre os quais um colóquio em Roma, no dia 14, sobre o tema “Santidade é ir para além”. Seguiram-se outros dois de caracter mais comemorativo e eucarístico no Piemonte, incluindo o Santuário da Consolata.

Dulce Araújo - Vatican News  Os Missionário da Consolata estão a assumir um rosto cada vez mais africano: cerca de 500 dos 920 missionários deste Instituto fundado por São Giuseppe Allamano, em 1901, são da África, continente que representa atualmente 97% das vocações, ao lado de 3% da América Latina e nenhuma da Europa. É quanto afirmou em entrevista à Rádio Vaticano o P. Michelangelo Piovano, Vigário Geral da Congregação, no final do colóquio realizado em Roma no dia 14 de fevereiro 2026 para assinalar o centenário do “nascimento ao céu” do São Giuseppe Allamano e dar a conhecer a sua santidade. Nascido em 1851 e falecido em 1926, São Giuseppe Allamano, canonizado em 2024 pelo Papa Francisco, era da Diocese de Turim. Ainda jovem sacerdote, foi mandado para o Santuário diocesano da Consolata, onde foi reitor por 46 anos. Daí o nome Consolata que deu aos dois Institutos Missionários (feminino e masculino) por ele fundados, pois, considerava que a verdadeira fundadora era Nossa Senhora e não ele. Características da sua visão missionária As caraterísticas da sua visão missionária foram postas em realce no colóquio em Roma por duas importantes intervenções: a do jornalista Alberto Chiara, autor do livro em italiano “Além: vida e missão de São Giuseppe Allamano” e a do Dom Giovanni Crippa, Missionário da Consolata que interveio on line a partir do Brasil, onde é Bispo de Ilheus. Foram unânimes em sublinhar que Allamano recomendava aos seus missionários que fossem antes de tudo santos, como aliás confirmou o P. Michelangelo Piovano, salientando também que Allamano incitava a Igreja de Turim à missão além fronteira e que hoje os Missionários da Consolata estão em 30 países.  No elenco dos trinta países países onde se encontram estão também Angola e Moçambique. Aliás foi pela África que começou a presença missionários dos filhos de São G. Allamano e hoje já estão também na Ásia, passando pela Europa e pela América...  No colóquio, foi várias vezes frisado, como aliás ficou claro também nas palavras do P. Michelangelo Piovano,  que São Giuseppe Allamano pensava local e agia com os olhos postos no mundo, aquilo que hoje se define glocal. E numa época em que a ação missionária era muitas vezes vista como algo que andava de mãos dadas com o colonialismo, os missionários da consolata se distinguiam, foi dito, pela sua preocupação de dar atenção às culturas e línguas locais. O P. Piovano confirma:  E hoje, de que forma os missionários da Consolata se sentem interpelados  pelas realidades africanas? "estando próximos das pessoas, mesmo nos lugares mais reconditos, responde o Vigário Geral da Congregação:  No colóquio em Roma, no dia 14, em que se entrelaçaram história, missão e atualidade, participaram muitos religiosos e religioss da Consolata e de outras congregações, assim como jovens aspirantes ao carisma evangelizador de Allamano. Foram também atribuídos três prémios baseados num concurso endereçado a esses jovens que foram convidados a exprimir-se sobre a forma como se sentem interpelados por São Giuseppe Allamano. Os outros dois eventos que marcaram o centenário da morte de São Giuseppe Allamano foram, no dia 15/2/26: uma Missa presidida pelo Bispo Auxiliar de Turim, em Castelnuovo Dom Bosco, na paróquia onde ele foi batizado; e no dia 16, dia do centenário, os momentos celebrativos foram no Santuário da Casa Mãe dos Missionários e no Santuário da Consolata. 

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