Sudão do Sul. Condenação veemente dos Bispos após massacre de civis em Jonglei - Vatican News via Acervo Católico

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Sudão do Sul. Condenação veemente dos Bispos após massacre de civis em Jonglei - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Os membros da Conferência Episcopal Católica do Sudão e Sudão do Sul (SSSCBC) condenaram veementemente o que algumas agências da ONU descreveram como mais um massacre de civis inocentes no Estado de Jonglei, no Sudão do Sul.

Paul Samasumo – Cidade do Vaticano “Condenamos, nos termos mais veementes possíveis, estes assassinatos hediondos e sem sentido. Não há qualquer justificação para o assassinato de civis inocentes. Tais atos são uma ofensa contra Deus, o Autor da Vida, e um grave pecado contra a humanidade. Manifestamos a nossa inabalável solidariedade para com o nosso povo sofrido em Ayod e Abiemnhom, que mais uma vez foi mergulhado no luto, no medo e na deslocação”, afirmam os Bispos. Segundo fontes da Igreja na região, pelo menos 169 pessoas foram mortas no que foi descrito como "violência intercomunitária com motivações políticas". O número de mortos e feridos graves deverá aumentar. O Vatican News apurou que a maioria dos habitantes de Abiemnhom foi evacuada para a cidade de Abyei. Vingança não é justiça A declaração dos Bispos, divulgada à imprensa na terça-feira, 3 de março, é assinada por todos os membros da Conferência Episcopal. Os prelados afirmam estar profundamente consternados e entristecidos pela crueldade persistente e alarmante da violência. “Recebemos relatos angustiantes de ataques brutais e assassinatos de civis inocentes no Condado de Ayod, no Estado de Jonglei, e no Condado de Abiemnhom, na Área Administrativa de Ruweng. Estes atos representam não só uma trágica perda de vidas, mas também um novo mergulho no abismo da depravação humana, onde a sacralidade da vida, um dom sagrado de Deus, é espezinhada com uma impunidade alarmante”, lê-se no documento. Os Bispos acrescentam: “A cultura da vingança mortal enraizou-se profundamente em partes da nossa sociedade. Ciclos de retaliação, alimentados pela raiva, pela culpa coletiva e por ressentimentos históricos, continuam a destruir famílias, a enfraquecer comunidades e a roubar o futuro dos nossos filhos. Vingança não é justiça. Punição coletiva não é força. Sangue por sangue não é dignidade. Esta mentalidade tem de acabar”, afirmam os Bispos. Apelo aos líderes do Sudão do Sul A violência ocorre no meio da crescente instabilidade política no Sudão do Sul. Infelizmente, os confrontos entre as Forças de Defesa Popular do Sudão do Sul (SSPDF) e o Exército Popular de Libertação do Sudão na Oposição (SPLA-IO), em partes de Jonglei, tornaram-se frequentes. “Aos governos de transição a todos os níveis dirigimos um apelo veemente e urgente: sois os guardiões do bem comum, incumbidos do sagrado dever de proteger a vida. Apelamos a que ajam de forma imediata, decisiva e transparente”, lê-se na Declaração dos Bispos. Nos casos específicos dos recentes assassinatos em Ayod e Abiemnhom, os Bispos apelam a uma investigação completa e independente que conduza à identificação e ao julgamento dos perpetradores.

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