Num ambiente de fé, emoção e esperança, a Irmã Maria de Olinda Mateus António professou os votos perpétuos no último domingo (15/02), numa Missa solene no Mosteiro Mater Dei, presidida pelo arcebispo da Arquidiocese de Nampula (norte de Moçambique), Dom Inácio Saúre. A celebração reuniu religiosos, familiares e fiéis para testemunhar a consagração definitiva ao serviço de Deus e da Igreja.
Cremildo Alexandre - Nampula, Moçambique Num clima de profunda espiritualidade e alegria, a Irmã Maria de Olinda Mateus António pronunciou o seu “Sim, quero”, assumindo de forma definitiva os votos de obediência, castidade e pobreza, numa celebração que marcou a sua consagração total ao serviço de Deus. A Missa solene, realizada no Mosteiro Mater Dei, foi presidida pelo arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre, que na sua homilia destacou que a vida monástica exige fidelidade, humildade e espírito comunitário. O prelado sublinhou que esta escolha não é um gesto passageiro, mas uma entrega total e permanente. Segundo o arcebispo, a vida monástica possui exigências próprias e coloca Deus no centro de toda a existência. “Não é uma questão de esperteza, mas de doação total. É colocar toda a vida nas mãos de Deus, das Irmãs e da Igreja”, afirmou, apelando à nova consagrada a viver com oração, vigilância e dedicação espiritual. Natural do posto administrativo de Namitória, distrito de Angoche, a Irmã de Olinda revelou que, desde jovem, sonhava ser médica, mas sentiu o chamamento para servir a Deus na vida consagrada. Para ela, a profissão perpétua representa um testemunho de gratidão e fidelidade ao amor divino. Familiares, membros da sua paróquia de origem e religiosos manifestaram orgulho e alegria pelo passo dado, considerando a sua vocação como sinal de esperança para a Igreja e para a juventude. A madre Irmã Juliana, do mosteiro Mater Dei, afirmou que a consagração de um jovem é sempre motivo de gratidão, pois demonstra que Deus continua a chamar e a inspirar novas vocações. A religiosa sublinhou que a vida monástica exige perseverança, humildade e amor radical a Deus. A celebração foi marcada por momentos de oração, cânticos e emoção, simbolizando a alegria da Igreja diante de uma vocação que se entrega totalmente ao serviço do Senhor e da comunidade cristã.