Academia Angolana de Letras - Um leque variado de atividades - Vatican News via Acervo Católico

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Academia Angolana de Letras - Um leque variado de atividades - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

A Academia Angolana de Letras e a Cátedra Agostinho Neto da Universidade italiana “Roma Tre”, tiveram, recentemente, em Roma, uma jornada de estudo sobre Angola, no âmbito de Protocolo de Cooperação entre as duas partes. Promovido pela “Roma Tre”, o encontro reuniu docentes de várias universidades e trouxe a Roma escritores angolanos, entre os quais, o Presidente da Academia, Paulo de Carvalho, que ilustrou à Rádio Vaticano o teor da jornada, as atividades e as vicissitudes da Academia.

Dulce Araújo - Vatican News  A jornada foi organizada pela Cátedra “Agostinho Neto” dessa Universidade, em colaboração com a Academia Angolana de Letras e juntou escritores angolanos como António Quino, Paulo de Carvalho, José Octávio Vandunen e José Carlos Venâncio, assim como especialistas de várias universidades italianas e europeias, como Giorgio de Marchis, responsável da Cátedra Agostinho Neto, Barbara Fraticelli, da Universidade Complutense de Madrid; Simone Celani, da Universidade "La Sapienza" de Roma; Noemi Alfieri, da Universidade Nova de Lisboa, Marcela Magalhães de Paula, da Universidade “Roma Tre”, entre outros. Em entrevista à Rádio Vaticano, o Dr. Paulo de Carvalho, Presidente da Academia Angolana de Letras, explicou que se tratou da primeira atividade no âmbito do Protocolo de Cooperação entre as duas parte e que durante a jornada se falou de temas relacionados com a cultura e sociedade angolanas, da literatura, da antropologia dos povos angolanos, e assim por diante. Na linha de continuidade e aplicação do Protocolo, está confiante de que se irá proceder, entre outros aspetos, à tradução de livros da literatura angolana para o italiano.  Paulo de Carvalho referiu-se também às diversas atividades que a Academia desenvolve, entre as quais, conferências semanais sobre diversas problemáticas da sociedade angolana; às dificuldades que a Academia enfrenta (sobretudo por não ser reconhecida pelo Estado como órgão de utilidade pública), e ainda à sua revista on line. Um dos assuntos sobre os quais a Academia se tem debruçado é a questão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, inicialmente recusado por Angola por não levar em conta as peculiaridades linguísticas angolanas, mas cujo processo continua em estudo por parte de órgãos competentes.  Com um passado de jornalista, deputado do MPLA, sociólogo, mais do que um homem de literatura, Paulo de Carvalho se considera ensaísta, com publicações sobre as relações étnicas na Polónia (país onde estudou), estratificação social em Angola, integração de migrantes, etc.  Na entrevista dá ainda a sua opinião sobre a visita do Papa Leão XIV a Angola, considerando que o Pontífice reafirmou, nos seus discursos, a linha de intervenção crítica que a CEAST (Conferência dos Bispos de Angola e São Tomé e Príncipe) tem tido em relação à realidade sociopolítica angolano, condenando as desigualdades sociais, a corrupção, a impunidade, mas também reforçando a esperança num futuro melhor para toda a Nação angolana.  Confira as palavras de Paulo de Carvalho, que começa por explicar em que consistiu a jornada na Universidade “Roma Tre”: 

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