Presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB retoma a história e os sentidos do Catecismo da Igreja Católica

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Presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB retoma a história e os sentidos do Catecismo da Igreja Católica
Fonte: CNBB

Presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB retoma a história e os sentidos do Catecismo da Igreja Católica

Desde 1992, a Igreja Católica oferece aos fiéis católicos o Catecismo da Igreja Católica, publicado por ordem do papa são João Paulo II. A obra é “uma fonte acessível para os fiéis, catequistas, sacerdotes e outros interessados em compreender a fé católica”, disse o bispo-auxiliar do Rio de janeiro (RJ), dom Joel Amado, presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em entrevista concedida à ACI Digital. Na entrevista, que publicamos abaixo, dom Joel disse ser possível encontrar no Catecismos da Igreja “explicações claras e concisas dos princípios e práticas fundamentais da religião”.

Diversas obras catequéticas foram publicadas na história da Igreja desde a primeira, a Didaqué, do século I. Entretanto, “a Igreja católica promulgou, até hoje, dois Catecismos universais: o Catecismo Romano ou Catecismo de Trento (1566), e o Catecismo da Igreja Católica, promulgado em 1992 pelo papa João Paulo II”, disse dom Joel à ACI Digital. O Catecismo Romano se destinava “principalmente aos sacerdotes e bispos (ad parochos) como uma obra de grande valor teológico e catequético, promulgado oficialmente pela Igreja”. O de 1992, ao contrário, se destina a todo os fiéis.

“O Catecismo da Igreja Católica, de 1992, é a mais recente compilação abrangente da doutrina católica e substitui o Catecismo Romano”, disse dom Joel. Segundo ele, a existência de um novo catecismo “não invalida necessariamente os anteriores, mas reflete uma atualização e uma expressão contemporânea da fé”. Assim, os católicos “são incentivados a seguir o Catecismo mais recente”, enquanto os anteriores “podem ser considerados em seus contextos históricos e teológicos, e muitos ensinamentos fundamentais permanecem consistentes ao longo do tempo”.

Em 2005, o papa Bento XVI aprovou e promulgou o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, escrito em forma de perguntas e respostas como o Catecismo Romano. Trata-se de “uma síntese fiel e segura do Catecismo da Igreja Católica”, como o próprio Bento XVI descreveu no motu proprio para publicação do Compêndio.

Em 2011, foi publicado o YOUCAT (abreviação de Youth Cathecism, em português Catecismo Jovem). Foi elaborado sob a guia do arcebispo de Viena, Áustria, o cardeal Christoph Schönborn, com aprovação da Santa Sé, recomendação e prefácio do papa Bento XVI. É uma síntese do Catecismo da Igreja Católica em formato de perguntas e respostas, voltado para os jovens e adolescentes.

A origem

A publicação de um Catecismo da Igreja Católica não foi uma decisão do Concílio Vaticano II (1962-1965). O jesuíta alemão Karl Rahner, um dos teólogos mais influentes no concílio, disse que, depois do Vaticano II, seria impossível escrever um catecismo católico.

Para dom Joel Amado, a afirmação de Rahner “reflete uma perspectiva que enfatiza a complexidade e a diversidade de experiências e compreensões dentro da Igreja Católica”. O Vaticano II se concentrou “em questões mais amplas de renovação e atualização na Igreja Católica abordando temas como liturgia, ecumenismo, a relação entre a Igreja e o mundo moderno, etc.”

O concílio “promoveu uma abordagem mais pastoral e dialogante em relação ao mundo moderno e outras tradições cristãs” e “essa ênfase na pastoralidade e na abertura ao diálogo tornou desafiador consolidar uma síntese única e abrangente da fé católica em um único catecismo universal”, disse dom Joel.

João Paulo II disse na constituição apostólica Fidei Depositum que a publicação de um “Catecismo ou compêndio de toda a doutrina católica, tanto em matéria de fé como de moral” para a Igreja universal foi um “desejo” manifestado pelos padres sinodais da Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos convocada em 1985 por ocasião do vigésimo aniversário de encerramento do Concílio Vaticano II. Para ele, este desejo correspondia “à verdadeira necessidade da Igreja universal e das Igrejas particulares”.

Segundo dom Joel Amado, “no último período do concílio alguns bispos solicitaram um livro que pudesse conferir um aspecto concreto à obra do aggiornamento [atualização] no campo da catequese”. Algumas obras foram tentadas, como o catecismo publicado pela Conferência Episcopal Holandesa, em 1966, “aceito efusivamente em muitos países, mas (que) gerou uma série de problemas teológicos e muitos questionamentos”.

O Catecismo atual, busca “oferecer uma compilação coesa da doutrina católica, respondendo à necessidade de um recurso catequético e de ensino após o Concílio Vaticano II”, disse dom Joel. “Embora tenha sido promulgado décadas após o encerramento do concílio, muitos consideram o Catecismo da Igreja Católica como uma continuação do espírito conciliar, buscando apresentar a fé de maneira acessível e relevante para os desafios contemporâneos”, disse.

Na constituição apostólica Fidei Depositum, são João Paulo II classificou o Catecismo da Igreja Católica de 1992 como “o fruto mais maduro e completo do ensinamento conciliar”. “Depois da renovação da Liturgia e da nova codificação do Direito Canônico da Igreja Latina e dos cânones das Igrejas Orientais Católicas, este Catecismo” traz “um contributo muito importante àquela obra de renovação da vida eclesial inteira, querida e iniciada pelo Concílio Vaticano II”.

A importância do Catecismo

Para dom Joel, o Catecismo “reflete o espírito conciliar, adaptando a fé católica aos desafios e circunstâncias da época contemporânea”. Assim, ressaltou, “ao oferecer uma fonte comum de ensinamentos, o Catecismo promove a unidade na diversidade dentro da Igreja Católica, sendo um instrumento que pode ser usado para garantir que os católicos em todo o mundo compartilhem uma compreensão comum de sua fé”.

Segundo dom Joel, “a Igreja Católica, como instituição, enfatiza a importância da autoridade do Catecismo como um compêndio oficial dos ensinamentos da fé. No entanto, a dinâmica dentro da Igreja pode permitir uma certa flexibilidade na interpretação e aplicação do Catecismo em resposta aos desafios e questões contemporâneas”.

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